Quer alguns motivos para se tornar fitness? 1


Benjamin Franklin, o cara doido de pedra que inventou o pára-raios, disse que há duas coisas certas na vida: a morte e os impostos. E O resto? O “resto” é a vida, que será boa ou ruim, dependendo de diversos fatores.  Para que nós possamos fazer o máximo que está ao nosso alcance para tornar nossa vida memorável, aproveitando tudo que há para ser vivido, precisamos contar com uma boa saúde, com energia, com disposição. As pessoas que sofrem de alguma doença crônica, de alguma dor, podem testemunhar como é difícil manter a rotina, manter o bom humor, quando o corpo padece.

Há doenças que não podemos evitar. Por mais que tenhamos cuidado, elas aparecem para nos atormentar. Ponto. No entanto, há algo muito importante que podemos fazer e que nos ajuda a não sofrer de velhice precoce. Sabe o que? Atividade física! E não torça o nariz para mim. 🙂

Quem não se exercita vê seu corpo “enferrujando”, como o homem de lata do Mágico de Oz. Nossos músculos enfraquecem e não conseguimos sustentar devidamente as costas, por exemplo. Aí temos dores. Músculos fracos exigem que usemos mais força para fazer uma atividade simples, o que nos faz cansar mais rapidamente. Se não nos exercitamos, ganhamos mais peso, porque depois de uma certa idade nosso metabolismo fica mais lento. Isso quer dizer que não precisamos de tantas calorias como antes. Como não deixamos de comer e como não gastamos o que ingerimos de “extras”, pronto! Põe aí alguns quilos na balança. E tem mais: músculos fortes queimam mais calorias quando o corpo está em repouso ou em suas tarefas cotidianas.

A ciência já comprovou que as pessoas que se exercitam tem menos propensão a pegar gripes e resfriados, tem melhores níveis de colesterol,  controlam melhor a pressão arterial. Quem se exercita regulamente – não importando o tipo de atividade realizada – se recupera mais rápido de cirurgias. Quem se exercita tem mais energia, dorme melhor, inclusive a atividade física está sendo utilizada como auxiliar no tratamento de várias doenças, entre elas Alzheimer e depressão. É muito complicado o sujeito manter-se com humor deprimido quando está se exercitando. É quase impossível, eu diria, por que o corpo se modifica, fica mais bonito, começa a funcionar direito, nos permitindo fazer coisas que não fazíamos antes. Nossa autoestima aumenta tremendamente, desenvolvemos novas relações, tomamos menos medicamentos…

Deixa eu te contar uma história? Sei, escreveu e não leu, pá! Te taco uma história né? Eu adoro contar histórias e também adoro ouvi-las. Depois você me manda uma bacana? Pois a história que quero te contar diz respeito a duas pessoas que conheço muito intimamente, ambas com 79 anos. Um homem e uma mulher. O homem se exercitou muito após fazer 60 anos. Fazia da forma que sabia, do jeito que achava correto. Nunca foi a academia ou teve professor de ginástica. Caminhava muito, de forma acelerada e levantava pesos , pequenos, em casa mesmo. Nunca foi um atleta, mas estava em excelente forma. Seus  exames de sangue pareciam ser de um garoto.

A mulher nunca se exercitou. Durante sua vida toda teve que vencer muitos preconceitos, inclusive ser divorciada e provedora da família em uma época que isso não existia. Nunca contou com o apoio da família e criou os filhos sozinha. Não teve tempo para pensar em si.

O homem morreu inesperadamente. Não tinha doença nenhuma, não tinha dor alguma. Simplesmente sentiu uma vertigem, sentou num banco e seu coração parou. Em razão de massagem cardíaca, foi “ressuscitado”. Perguntado sobre o que sentia, onde doía, disse que não sentia dor alguma. Que apenas “desmaiou”. Teve outra parada cardíaca e morreu. O médico, questionado sobre esse mal súbito, respondeu que a vida era assim mesmo. Nosso corpo pode estar saudável, mas se está velhinho, desgastado pelo tempo, isso acontece. É como uma máquina, que funciona bem durante 20 anos até que, em um belo dia, não liga mais. O homem morreu “de desgaste, não de falta de saúde”. Enquanto vivo, teve forças para viajar, trabalhar, curtir os filhos e netos.

A mulher morreu depois de uma longa enfermidade. Antes de ficar doente, vivia mal. Tinha dores no corpo todo, falta de ar, cansaço em demasia. Engordou 20 quilos, o que sobrecarregava a coluna. Não conseguia caminhar 100 passos que já cansava. O supermercado era um suplício. Tinha um imenso coração, queria ajudar os amigos com seus problemas, com suas dores, mas não tinha muitas forças. Queria  receber visitas, brincar com as crianças da família, porém o corpo não ajudava. Faltava-lhe energia.

Qual viveu melhor, em sua opinião? Acho que não há dúvidas, não é mesmo?

Como dissemos, a morte vem um dia. O que importa é como estamos vivendo o tempo que temos nesse planeta azul. Importa termos qualidade de vida, que tem ligação direta com atividade física e boa alimentação.

Comece hoje mesmo a se exercitar. Sem desculpas, sem delongas. Todo mundo pode e não há motivos para não começar. Saiba que ninguém tem tempo. A gente tem que “fazer esse tempo”. Quem trabalha,ou estuda, ou cuida de filhos, ou tudo isso junto, realmente não tem tempo. Então, acorda mais cedo, dorme um pouco mais tarde…Se não te sobra dinheiro no final do mês para pagar uma academia, combine com sua amiga bacana de caminharem no parque. Não há parque perto de sua casa? Vá para o trabalho de ônibus e desça cinco quadras antes. Suba até seu andar pelas escadas.  Não use mais o elevador. Troque serviços com um Personal Trainer: ele te passa um treino e você faz algo em troca. Faça alguma coisa por você. Deixe o mimimi de lado e aposte em sua vida!

Sim, cansa. Obviamente. Pode ser ruim no início? Pode, claro. Pelo menos foi assim comigo. Faço atividade regularmente desde 1996. São 20 anos de malhação.  Nos primeiros tempos, fazia por obrigação apenas. Sabia que era importante para a saúde e me obrigava a ir três vezes por semana em uma academia. Eu cansava e a musculação, ao invés de me dar uma sensação agradável, me deixava de mau humor. Com o tempo, a sensação ruim passou. Deixei de me sentir extenuada. Comecei a perceber os benefícios do exercício. Quantas mães podiam correr com seus filhos na praia? Quantas podiam patinar, andar de bicicleta, caminhar o dia inteiro?  Quantas mães podiam cuidar de três filhos, trabalhar, fazer mil coisas ao mesmo tempo?

Posso dizer que aprendi a gostar de ir para a academia. Inclusive, levo minha filha adolescente comigo, não por razões estéticas e sim por uma questão de saúde. É importante termos uma vida ativa e quero que ela aprenda – e pegue gosto pela coisa! – desde cedo. Hoje, me sinto mais disposta, mais feliz, com o corpo funcionando bem. Mas foi um aprendizado longo. Eu não desisti. Você tem tudo para fazer o mesmo. Comece devagar, para seu corpo se acostumar. Está muito sedentária? Saia para caminhar na primeira semana, como quem passeia apenas. Está muito acima do peso? Faça isso por mais uma ou duas semanas, sem pressa. Aumente o estímulo aos poucos. E, sendo possível, procure um profissional da Educação Física para te ajudar, para ter um treino personalizado, evitando lesões desnecessárias. Se faz muito tempo que não se exercita, procure um médico antes e faça um check up. Não se arrisque.

Beijos e me liga!


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