Vencedores do Grammy 2017!!!


Eu disse na postagem anterior, sobre os nominados ao Grammy, que eu não sou uma grande entendedora de música, não disse? Eu sei do que eu gosto, sei quem eu sou e a muito custo consegui entender o que devo fazer nesse mundo. E isso já é muito mais do que a média da população consegue atingir. Tô satisfeita. 🙂 . Se todo mundo tomasse conta de sua vida, tudo fluiria melhor, a vida seria mais fácil, você não concorda comigo? Se cada um olhasse para a ponta de seu nariz, nooossa! Viveríamos no Éden. Bem, de certa forma é o que eu estou fazendo aqui. Tomando conta de meus gostos. Quer dizer, te apresentando meus gostos, minhas opiniões. E se você discordar, tudo bem, cada uma com seus quereres, cada uma com seus humores, cada uma com seus amores. Não iremos brigar por isso.

O que eu achei da festa do Grammy? Fiquei um tanto decepcionada. Esperava algo mais grandioso. Talvez tenha sido um espetáculo incrível, mas que perdeu o brilho em razão de ter sido vista pela televisão. É…Pode ter sido isso. Ao vivo deve ter sido muito bacana. De qualquer forma, foi o que eu senti. A festa, para mim, foi meio borocoxô, meio esquisitinha. Teve grandes momentos, é verdade. Em geral, senti um certo cansaço.

A grande vencedora, Adele, levou cinco Grammys. Traduzindo: ela ganhou todos os prêmios aos quais concorreu!  Beyoncé, a pessoa mais esperada da noite, não apenas por estar concorrendo em nove categorias mas também porque ia fazer sua primeira aparição pública após o anúncio da gestação de gêmeos,  ganhou dois prêmios.

Adele. Foto: Getty Images

Adele fez o tributo póstumo a George Michael e interrompeu a música no meio. Disse que tinha desafinado e que o cantor não merecia isso. Soltou um palavrão daqueles que usa muito (ahahahaha! Ela é super espontânea. Quando está em entrevistas, não é raro soltar um “fucking man”) e pediu para recomeçar. Estava tensa. Eu não gostei da performance. Adele tem um vozeirão e é isso que as pessoas esperam ao ouvi-la. Fiquei esperando algo monumental. Não veio. A música apresentada, Fast Love, está mais para “fechem os olhos e relaxem” do que “cheguei chegando”. 🙂 Resumo: musiquinha muito suave, sem grandes exigências vocais. Quer dizer, no meu entendimento, obviamente. Claro, como disse, não tenho conhecimento de música. Talvez músicas  suaves, como essa, exijam mais do cantor. Vai saber? Pode ser…Como performance, achei pouquinha coisa. Gostei muito mais de Hello. Nessa ela mostrou a que veio. Soltou a voz e agradou. Em seu discurso de agradecimento, homenageou Beyoncé dizendo que ela fazia com que seus amigos negros se sentissem empoderados e elogiou o álbum Lemonade. Sabe o que mais? Quebrou um dos prêmios e dividiu com Beyoncé. Linda essa mulher.

Beyoncé veio Diva, resplandecendo. Linda, barriga a mostra, cantou Love Drough e SandCastles. A performance foi intimista, sem coreografias “abusadas”, daquelas que só ela sabe fazer. Claro, é preciso que se poupe. Sim, não achei assim tão “ó, puxa, que show”. Dez para a cenografia, figurino, para as projeções holográficas (essas sim, arrasaram!),  para todo contexto, repleto de referências à maternidade e à religiosidade (Queen B. apareceu, em determinado momento, com um manto cobrindo a cabeça, também com uma coroa que remetia a coroa de espinhos usada por Cristo na Crucificação). Seis para a apresentação. Desculpe. Não me empolguei. Todo mundo amou, mas eu não sou todo mundo, né? Não preciso “ir com a maioria”, apenas para não discordar. Talvez eu seja uma chata que vê defeitos em tudo. É uma hipótese…Talvez seja apenas uma questão de gosto pessoal. Mas, preciso dizer. Foi dela as atenções da noite. Ninguém brilhou tanto quanto a Rainha. Enfim, é isso.

Beyoncé ganhou dois prêmios (veja lista abaixo).  Na plateia, a família toda a assistia. Estavam presentes sua mãe, Tina Knowles (que, por sinal, foi quem chamou Beyoncé ao palco. Achei bonitinho. Mããããe, anota isso! Quando eu ganhar meu Grammhy 🙂 quero que você me chame ao palco), também a irmã Solange, o marido Jay-Z e a filha Blue Ivy. Em seu discurso, ressaltou a importância de olharmos para o passado para aprendermos com nossos erros. Falou também que deseja que seus filhos tenham consciência de sua beleza, de sua inteligência, de sua capacidade. E que desejava o mesmo para todas as crianças. Blu Ivy, pelo que li hoje em grandes sites de notícias, brilhou tanto quanto a mãe. Eu a vi muito pouco (a televisão não mostrou os momentos de fofurice da menina). Conforme notícias, estava vestida como Prince, de terno rosa e camisa brancas com babados.

David Bowie ganhou prêmios póstumos por Blackstar. Agora me diga uma coisa: para que xongas serve um prêmio póstumo???? Caramba, maior bola fora. É o que eu acho. Veja bem, não é que o artista não merecesse. Todos que estavam ali, mereciam. Acontece que haviam outras pessoas, bem vivas, que podiam ter recebido o prêmio. Por que dar um prêmio para um cara que já não pode recebê-lo? Fazer uma homenagem, um tributo, até acho interessante, como forma de preencher o tempo com um grande número musical. Só. Porque também fica dúvida: porque não homenagear em vida? Fica parecendo que o cara virou santo depois de morto, sabe? Sabe do que eu estou falando, né? A pessoa é ruim pra caramba em vida, mas depois que morre, vão todos em seu enterro, chorar o morto e elogiar seus feitos. Convenhamos que é esquisito isso, não? Ou o cara fez coisas bacanas em vida e merece elogios, merece saber que é merecedor, ou esqueça. Não adule a família. David Bowie merecia, sem dúvida. Fez uma grande contribuição a música, foi aclamado em vida mesmo. Então deu. Bola para frente. É como chamar o Elvis para ganhar seu prêmio. Achei desnecessário. David Bowie não vai tirar nada de bom disso tudo. Ele não existe mais.

Pontos altos da festa:  Kate Perry, que cantou sua nova música  Chained to the rhythm, e Lady Gaga cantando rock metal. Ah, e o tributo aos Bee Gees, com Demi Lovato e Tory Kelly.

Kate Perry. Foto: Getty Images

Eu adoreeeei a música da Kate. Gostei de tudo, para falar a verdade. Da apresentação, da desenvoltura da moça, do agito todo. O cenário ficou azul, ela estava de óculos escuros com lentes rosadas (como diz na música: Ah, So put your rose-colored glasses on, And party on…), dentro de cercas brancas, também citadas na música. A música fala de vivermos num mundo de faz-de-conta, cercados, protegidos dentro de bolhas, e que varremos os problemas para debaixo do tapete. Não os enfrentamos. Noooossa…É ou não é verdade? Esse mundão velho de guerra está aí, cheio de problemas, mas cada um vive sua vida, sem olhar para as dificuldades dos outros. Quando olhamos, fazemos como nossas vizinhas fofoqueiras (quem não tem uma? :)), nos imiscuindo na vida do colega, do amigo, dando palpites, criticando…Sei, tô dando voltas. Já falei disso lá em cima na postagem e estou me repetindo agora. Não resisti, desculpe. Tava na ponta da língua, querendo pular para fora. Precisava falar. Pronto. Podemos continuar.

Lady Gaga. Foto: Getty Images

Lady Gaga, por sua vez, encarou uma performance trash junto com Metallica. Cantaram Moth Into Flame e arrasaram. Ocorreu um problema técnico no microfone de James Hetfield, que precisou dividir o microfone com Gaga. Saiu furioso, chutando tudo. Deu pití depois. A apresentação foi dez. E olha que não sou chegada em metal não. Ok. Curti muito mesmo assim. Lady Gaga, que já havia arrebentado no Super Bowl (Liga de Futebol Americano) na semana passada, confirmou ontem tudo que falam dela: nasceu para ser estrela. Chegou cheia de energia, dançou, cantou e se jogou na plateia, no melhor estilo “I’m bad”! Parênteses: você sabe que tudo tem relação com performance, não sabe? O artista é um quando canta, outro em sua vida pessoal. Beyoncé é tímida. Lady Gaga “é uma boa moça”.  Madonna não bebe, não fuma, não se droga. Maaas, no palco, se transformam. Lady Gaga faz isso como ninguém.

Demi Lovato. Foto: Getty Images

E a homenagem aos Bee Gees? Hein? Hein? Pena que foi curta demais. Foi simplesmente linda. Demi, que concorria a um Grammy e não ganhou, infelizmente, mostrou a que veio. Lindíssima, afinadíssima, m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a! Como vem crescendo essa menina! Cada vez mais forte, apresentando-se de maneira impecável, vocais arrasadores. Ela entrou cantando Stayin’ Alive e foi seguida por Tory Kelly, que também agradou cantando Tragedy. Ambas foram sucedidas pela banda Little Big Town e a inesquecível How Deep is Your Love.  Andra Day seguiu a homenagem com Night Fever. Todos se uniram, no final, para Stayin’ Alive, novamente. Foi um momento inesquecível. Senti pena de não ter podido ouvir toda essa turma cantando as música designada a cada um, inteiras, porque formaram um grupo muito bacana. Barry Gibb, o único dos irmãos Gibb ainda vivo, acompanhou emocionado a performance dos artistas jovens.

Outro tributo foi feito ao Prince, que morreu em abril de 2016 em razão de uma overdose.  Quanto a essa apresentação, não posso opinar, já que não assisti. Cansei, confesso, e fui dormir. Quem cantou foi Bruno Mars, todo de roxo. Comentários que catei daqui e dali: o cantor mandou muito bem. Fez um solo de guitarra incrível.

James Corden, o apresentador, fez muita graça. Despencou de uma escada, numa performance para nenhum dublê botar defeito, cantou um Rap falando de muitos artistas, apareceu de cuecas e também dentro de um carro com Jeniffer Lopez, imitando suas entrevistas no seu Carpool Karaokê. Agradou. Foi um excelente anfitrião.

Quem foram os premiados?

Disco do ano
Adele – “25”

Música do Ano
Adele – “Hello”

Gravação do Ano
Adele – “Hello”

Revelação
Chance the Rapper

CATEGORIAS POP
Performance Solo
Adele – “Hello”

Performance de dupla ou grupo
Twenty One Pilots – “Stressed Out”

Álbum pop vocal
Adele – 25

Álbum Pop Tradicional
Willie Nelson – Summertime: Willie Nelson Sings Gershwin

CATEGORIAS ROCK
Performance Rock
“Blackstar” – David Bowie

Performance Metal
“Dystopia” – Megadeth

Canção de Rock
“Blackstar” – David Bowie

Álbum Rock
Tell Me I’m Pretty – Cage The Elephant
CATEGORIA ALTERNATIVA
Álbum de música alternativa
David Bowie – Blackstar

CATEGORIAS R&B
Performance R&B
Solange – “Cranes in the Sky”

Performance de R&B Tradicional
Lalah Hathaway – “Angel”

Música R&B
Maxwell – “Lake By the Ocean”

Álbum ‘urbano’ contemporâneo
Beyoncé – Lemonade

Álbum de R&B
Lalah Hathaway – Lalah Hathaway Live
CATEGORIAS RAP
Performance Rap

Chance the Rapper – “No Problem” [ft. 2 Chainz and Lil Wayne]

Performance vocal rap
Drake – “Hotline Bling”

Música Rap
Drake – “Hotline Bling”

Álbum de Rap
Chance the Rapper – Coloring Book
CATEGORIAS COUNTRY
Performance solo country

Maren Morris

Canção country
“Humble and Kind” – Tim McGraw

Álbum country
A Sailor’s Guide to Earth – Sturgill Simpson

CATEGORIAS DANCE/ELETRÔNICA
Gravação de Dance Music

Don’t Let Me Down” – The Chainsmokers Featuring Daya

Disco de Dance Music/Música Eletrônica
Skin – Flume

OUTRAS CATEGORIAS
Disco de world music

Sing Me Home — Yo-Yo Ma & The Silk Road Ensemble

Disco de jazz latino
Tribute to Irakere: Live in Marciac — Chucho Valdés

Videoclipe
Beyoncé – “Formation”

Filme sobre música
The Beatles – The Beatles: Eight Days a Week The Touring Years

Produtor do ano – não clássico
Greg Kurstin

 Beijos e me liga!

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