[Séries imperdíveis] Modern Family


Esta não é nova, mas como converso com muita gente que não viu, resolvi que a gente podia bater um papo sobre ela. Meninas, vocês não sabem o que estão perdendo! Assistam! Ela é leve, engraçada e os atores deram show. Todos, sem exceção. Eu vi todos os episódios, de todas as temporadas, em poucos dias, porque são episódios bem curtos, de 25 minutos mais ou menos. Então, todas as noites eu sentava na frente da tv para assistir uns 4 ou cinco episódios. Quando acabei, fiquei morrendo de pena!

Desde que surgiu, em 2009, foi aclamada pelo público e pela crítica. Ganhou muitos prêmios, inclusive o Emmy de melhor comédia entre os anos de 2010 e 2014. Fez história na tv americana.

Por conta de sua origem, Gloria sofre muitos preconceitos. Claro que, em se tratando de comédia, o assunto é debatido entre uma piada e outra. Em tempos de xenofobia acentuada, é um bálsamo rir um pouco com a personagem e a forma como lida com o assunto. Sofia Vergara é uma pessoa divertidíssima. Procurei essa mulher linda por todos os cantos e assisti vários vídeos dela na Ellen DeGeneres. Procure você também. São impagáveis!

Gloria tem um filho de seu primeiro casamento – Manny, um pré-adolescente diferenciado, sensível, que gosta de poesia – e outro do casamento com Jay. Esse não terá muita importância na trama. O ator que interpretou Manny, Rico Rodriguez, era um pré-adolescente obeso na época em que começaram as filmagens da série, porém não falaram do assunto em nenhum momento, se não estou enganada. E sabem? Achei bom. Os autores não usaram essa questão para massacrar o personagem. As dificuldades do menino na série se deviam a uma maturidade precocemente adquirida. Ele gostava de café, conversava sobre assuntos existenciais com os mais velhos, dava conselhos, era centrado, apaixonado. Essas situações faziam com que fosse considerado “estranho” pela família e pelos colegas, não a obesidade. Ninguém entendia tanta sabedoria vinda de um menino pequeno, até porque os outros pré-adolescentes da família tinham um comportamento bem diverso.

Jay é apaixonado por Glória e a série mostra o casal tentando se adaptar um ao outro, um com a família do outro. Jay tem dificuldade em ser suave com Manny. Gloria não se sente plenamente aceita pelos filhos de Jay. Os conflitos aparecem. Em meio a muitas trapalhadas, são discutidos e resolvidos.

Jay tem dois filhos de seu primeiro casamento: Claire Dunphy(Julie Bowen), casada com Phil Dunphy ( Ty Burrel), e Mitchell Pritchett (Jesse Tyler Ferguson), Mitch para os íntimos, casado com Cameron Tucker (Eric Stonestreet), também conhecido como Cam. Claire é uma dona de casa atrapalhada (que depois irá trabalhar na empresa de móveis do pai), dominadora, um tanto irritadiça, apaixonada pelo marido Phil, agente imobiliário, cara doce, boa praça, mais atrapalhado ainda do que ela. Os dois juntos fazem a gente rolar de tanto rir. Ela é competitiva. Ele é um crianção. Ela controla tudo. Ele não sabe de nada. Ela dá pinta de durona, ele de coração de manteiga. Ambos vão retratar problemas ligados a construção de suas carreiras, também problemas quanto ao exercício de sua sexualidade (há crianças entrando toda hora no quarto, atrapalhando o casal e fazendo com que precisem se encontrar escondidos em um hotel. Ahahahhahah! Não estou conseguindo me controlar aqui. Rindo até o chão. Identificação total e irrestrita com essa situação. Quem não? Ahaahha! Abafa…) e problemas no relacionamento com os outros membros dessa grande família (Jay não gosta muito de Phil, Claire tem dificuldades com Gloria…).

O casal Claire e Phil tem três filhos: a adolescente Haley ( Sarah Hyland) deslumbrada, não muito capaz, fútil; Alex (Ariel Winter), a filha do meio, inteligente, um tanto quanto esquecida pelos pais, já que “não dá trabalho”; e Luke (Nolan Gould), o filho mais novo e com neurônios a menos. O menino é, digamos, burrinho, ao contrário do ator Nolan, considerado um gênio (seu Q.I está muito pouco abaixo do Q.I. de Einstein, acredita?). Os adolescentes vivem conflitivas próprias de sua idade, como descoberta da sexualidade, namoros, dificuldades na escola, busca por aceitação em times esportivos. O casal Claire e Phil vão retratar problemas ligados a construção de suas carreiras, também problemas quanto ao exercício de sua sexualidade (há crianças entrando toda hora no quarto, atrapalhando o casal e fazendo com que precisem se encontrar escondidos em um hotel. Ahahahhahah! Não estou conseguindo me controlar aqui. Rindo até o chão. Identificação total e irrestrita com essa situação! Quem não? Ahaahha! Abafa…).

Mitch e Cam formam o casal gay da história. Eles adotam uma menina vietnamita, Lilly (Aubrey Anderson-Emmons). Esses dois são tudo de bom! Se eu disser que são o melhor que a série tem, estaria mentindo. Não consigo dizer isso. Todos os personagens são bons. Todos os atores são de um talento inacreditável. Agora, sim, posso afirmar sem dúvida alguma que houve uma grande força que uniu os atores e que fez com que tornassem Mitch e Cam um casal inesquecível. Cam é o cara sensível da relação, sonhador, mais amoroso, de mais fácil relacionamento. Ele não trabalha fora de casa. É “dono de casa”, cuida do lar e da filha. Mitch é o contraponto do casal, advogado, mais sensato, mais realista, menos viajandão. Cam acha que pode realizar tudo, enquanto Mitch pondera antes de dar qualquer passo. Cam é impulsivo. Mitch é travado.  Quando adotam Lilly, suas vidas se enche de alegria e…de muitas outras trapalhadas, porque não sabem cuidar de crianças. Cometem todos os erros, e acertos, de pais de primeira viagem. Sabe como somos exageradas quando temos nosso primeiro filho, não sabem?  Aqui em casa a gente brinca que o primeiro filho é o sobrevivente de um terremoto, já que fazemos tudo errado e assim mesmo eles crescem saudáveis e lindos. 🙂 Quando lembro que viajava com meu primeiro filho e levava até a banheirinha de plástico dentro do carro…Que coisa…:). Pois Cam e Mitch passam por tudo que nós passamos, mas mais: precisam lidar com o preconceito da sociedade e ao mesmo tempo explicar para Lilly por que ela tem dois pais e não um pai e uma mãe, como suas coleguinhas. Acontece que a menina está muito bem resolvida, feliz com seu arranjo familiar. O problema está no casal mesmo. Eles que fazem uma “tempestade em copo d’água”, como várias vezes os casais héteros também fazem. A gente inventa umas loucuras e para as crianças o mundo é tão mais simples…

A série teve o tão falado beijo gay. Aqui no Brasil, infelizmente, isso ainda é tabu, ma na tv americana, nada mais corriqueiro. É tão comum quanto beijo hétero. Eu achei bacana. Me perdoem as preconceituosas de plantão, mas preconceito não é a minha praia. Cada uma de nós deve viver a sua vida, da melhor forma que lhe aprouver. Ninguém tem que regular a vida dos outros e se importar com o que o outro faz. Odeio os papos de que “isso não é de Deus”, “se Deus permitisse estaria na Bíblia”, etc, etc. Não vamos usar Deus para justificar nossa própria ignorância, vocês não acham?

Resumo da ópera: dez para a série, dez para os atores, dez para os diálogos inteligentes, dez para o conjunto da obra.

Você já assistiu? Quer nos contar o que achou?

Beijos e me liga!

 

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