Filhos, pais e o tão temido vestibular 4


Volta às Aulas…

Fim das férias, fim do descanso, hora de voltar ao batente. Essa é a realidade de todos os estudantes. Mas para alguns deles, além de abandonar a vida mansa, a volta à rotina dos livros representa o início de um capítulo à parte na sua história. Marca o começo de uma
jornada decisiva para cada um deles: o ano do vestibular.

Um mix de sentimentos se instala. Apreensão, expectativa, promessas de dedicação, esperança, pressão e ansiedade. Tudo isso junto e misturado. Uma bomba armada que pode explodir ao menor estímulo. E na mesma batida dos estudantes, vêm os pais. Eles também embarcam nessa, nas promessas pelo sucesso. Principalmente a de garantir o que for possível, o que estiver ao alcance, para fazer o filho passar no vestibular. Um empenho mais que legítimo. Afinal, é do futuro de seus bens mais preciosos que estamos falando.

No entanto, pelo grau de envolvimento e relevância que todos dão a esse momento, as relações podem ir de um extremo a outro numa velocidade impressionante. E o que antes era incentivo e apoio rapidamente se transforma em cobrança, discussões e pressão. Pressão dos pais com altas expectativas, acreditando que o filho poderia estar se esforçando mais. Pressão dos estudantes por não querer desapontar os pais, mas cansados da exigência que se tem.

O cuidado deve ser muito maior de ambas as partes nesse momento, sem dúvidas. Mas principalmente no que compete a você, pai ou mãe. É preciso que se entenda qual a participação que lhe cabe nesse contexto. É aproveitar essa oportunidade para uma aproximação (se for o caso), para a construção ou fortalecimento de uma relação de apoio e confiança. Pergunte mais. Ouça. O seu filho precisa encontrar as próprias respostas. Isso vai fortalecer o senso de responsabilidade e comprometimento com o objetivo em comum.Porque, mais importante do que passar, é se certificar de que ele está escolhendo algo que faça sentido pra ELE, e não somente fazendo uma opção por dinheiro, status ou para agradar alguém (talvez até você mesmo!).

Hoje existe uma geração inteira de profissionais completamente desconectados do trabalho que realizam. Infelizes, sem propósito e sem perspectivas. Estudos indicam que mais da metade da população brasileira não se sente satisfeita com o que faz. E isso é triste.

Não precisamos de mais zumbis no mercado. Precisamos de mais jovens autênticos, conscientes, que se apropriem de suas escolhas e se responsabilizem por suas ações. E cabe a você o papel fundamental de fazer com que se sintam seguros e confiantes para dar esse primeiro passo na direção de algo com o qual eles podem estar envolvidos pelo resto da vida.

Apoie as decisões, encoraje as escolhas (dele, não as suas), incentive seus resultados, e cobre! Cobre para que ele se dedique, e, principalmente, para que ele entenda o que esse momento representa! Mas acima de tudo, esteja por perto. Porque ele vai precisar de você, e você tem o poder de fazer a diferença.

Igor Salotto é Coach de Direcionamento de Carreira para estudantes e criador do Método Prisma, um programa inovador que ajuda estudantes do Ensino Médio e Universitários a encontrarem o seu caminho rumo a realização profissional. Saiba mais em www.metodoprisma.com.br ou contato@metodoprisma.com.br

 


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4 pensamentos em “Filhos, pais e o tão temido vestibular

  • Alessandra Yoshida

    Nossa, não tenho filhos, mas queria muito que todos os pais lessem esse texto, o papel dos pais é decisivo nessa escolha tanto para ajudar como para atrapalhar.
    Atendo diariamente muitos clientes que escolheram suas profissões por imposição e pressão e arrastam 10, 20, 30 anos de insatisfação e tristeza com o suas carreiras.
    Parabéns ao Igor pelo lindo trabalho e excelente texto e a vc Clau por trazer esse olhar tão importante para seu blog. Sucesso!!!

    • claudia Autor do post

      O Igor é de uma sensibilidade ímpar! Precisava trazê-o para o site para nos contar um pouco sobre essa etapa tão importante na vida de filhos e pais. E é isso que você disse: quantas pessoas estão por aí, arrastando insatisfações com relação ao trabalho, se sentindo impotentes para a mudança, presas a escolhas erradas feitas na adolescência? Bom olhar para esse tema com carinho, não? Beijos e obrigada pelo comentário querido.