[Resenha] 1222 – Anne Holt


Livro: 1222
Título original: 1222
Autor: Anne Holt
Tradução: JPH – Serviços de editoração gráfica e informática Ltda ME (Flávia Piva)
Editora: Fundamento Educacional
Ano:  2013
Páginas: 303
ISBN: 978-85-3950-532-6      
Primeira edição

Sinopse: “A 1222 metros de altitude, um acidente de trem. Uma impiedosa nevasca. Um hotel centenário. E um assassinato! Uma ex-policial, tão astuta e brilhante quanto sarcástica e antissocial, é a única pessoa capaz de solucionar o mistério da morte de um dos 269 passageiros de um trem descarrilado. Isolados do resto do mundo por causa da neve, uma atmosfera de medo, hostilidade e desconfiança instala-se no hotel onde eles se refugiaram. Mas a ex-policial Hanne não quer se envolver. Ela sabe que a verdade cobra um preço muito alto. Ao longo dos anos, sua busca por justiça lhe custou o amor de sua vida, sua carreira na polícia de Oslo e a própria mobilidade. No entanto, encurralada por um assassino e pela pior nevasca da história, Hanne – e os outros passageiros – não tem saída. Em uma situação extrema, as máscaras logo caem… E, nesse grupo, muitas pessoas não são o que parecem. Aliando sua capacidade de dedução a seu instinto, ela mergulha em um enigma difícil e surpreendente. “
Um trem se acidenta ao pé da montanha Finsenut, na Noruega, em razão de um fenômeno climático relacionado a neve e ao frio extremo. Milagrosamente, apenas o maquinista morre. Todos os passageiros são resgatados e levados para um hotel próximo. Não há feridos graves. Os médicos que viajavam no trem ajudam a tratar das concussões, braços e pernas quebrados. Começa uma nevasca intensa, que acaba se revelando a pior dos últimos tempos. Ninguém pode sair do hotel e nem entrar. Todas as pessoas só tem uma coisa a fazer: aguardar que o tempo amenize para que equipes de socorro possam resgatá-las. Bem, não é uma situação ruim, para se falar a verdade… Todos se sentem alegres por terem passado quase incólumes por uma história que poderia ser muito mais traumática. Há comida e quartos suficientes no hotel para que as necessidades dos passageiros sejam atendidas. Aparentemente as coisas se encaminham para que eles sejam resgatados o mais breve possível. Tudo estaria em paz, se não fossem alguns “detalhes”: pessoas começam a morrer e a tempestade não ameniza para que o resgate  possa chegar até o hotel.  Se ninguém pode entrar e ninguém pode sair, estão todos convivendo com um ou vários criminosos. Quem são as vítimas? Porque estão morrendo? Quem é o assassino? É um assassino apenas, ou são vários? Hanne Wilhelmsen, ex-policial, paraplégica, precisará desvendar esses mistérios.

 

Acontece que Hanne não quer se envolver. Desde o acidente que a deixou em cadeira de rodas, a personagem ficou amarga, um tanto quanto cínica, antissocial. Ela não quer se envolver com ninguém, não deseja trocar mais do que duas palavras com as pessoas. Porém, não tem jeito. Será preciso que ela se supere, vença suas dificuldades para interagir com passageiros que tentam ajudá-la a decifrar os enigmas e que, também, a auxiliam a enfrentar o caos e a desordem que ameaçam a tomar conta do hotel. Hanne precisará lidar com o menino desajustado e sua amiga punk, com um médico anão, inteligente, amável e muito consciente do que sua figura provoca nas demais pessoas, com uma mulher xenófoba, que se diz “defensora dos bons costumes noruegueses”, com padres, com pessoas de várias nacionalidades, com choros, brigas, rebeliões.

O que achei? Fiquei no meio caminho entre “isso é incrível!” e “putz, será que é isso mesmo?”. A história foi bem escrita. Me senti envolvida em muitas partes do livro, maaaas…Adivinhei o final, o que me fez pensar que a trama não foi assim tão diferente das que já li de outros autores. De alguns personagens esperei mais, bem mais. Hanne é uma. É uma personagem cheia de conflitos, muito rica para não ter sua história explorada. Nós ficamos sabendo que é paraplégica, homossexual e tem uma filha com a esposa de origem árabe. Um mundo de histórias interessantes poderiam ser exploradas a partir disso, porém a autora optou por não fazê-lo. Claro, não estamos falando de um romance de fundo psicológico e sim de um enredo policial. Ok, entendi. Entendi mas queria mais. Já fiquei pirando enquanto lia, esperando algo que não veio. Também achei que eu me depararia com mais segredos, com mistérios inusitados, mas não, infelizmente. Fiquei com uma sensação de falta Mesmo!
O livro não é ruim, longe disso, apesar do que foi dito. Apenas não me surpreendeu. É uma leitura agradável, que corre solta. Se eu tivesse mais horas de leitura no meu dia, teria acabado muito antes, porque realmente dava vontade de ler. Fiquei com dó de ter lido um final que eu já esperava, mas fazer o que né?
Espero que você goste da leitura e tenha surpresas enormes!

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Beijos, me liguem e depois me contem o que acharam.

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