Para além do vestidinho preto


 

 

 

 

Little black dress, LBD ou, simplesmente, vestidinho preto, é um clássico do guarda-roupas feminino. É aquele item que, desde pequeninas, aprendemos que “não tem erro”. Mas isso não é uma verdade absoluta e eu vou explicar por quê.

O tom de pele, a coloração dos cabelos (natural) e a cor de olhos nos dão uma combinação única de cores, que chamamos de “coloração pessoal”.

Podemos descobrir qual é a nossa coloração através de alguns métodos. O que eu trabalho chama-se Método Sazonal Expandido. Nele, analisamos as três dimensões das cores:

 a profundidade (se a cor é clara ou escura),

 a saturação (se a cor é pura, viva ou se é suave)

 o matiz (a família da cor, por exemplo, verde, amarelo…).

Além disso, consideramos a temperatura relativa das cores, ou subtom, que faz com que uma cor que é naturalmente fria, como o azul, ou quente, como o vermelho, possam ficar relativamente mais quentes e frias respectivamente.

As cores que harmonizam com nossa coloração pessoal são aquelas que repetem as características que a gente tem no nosso colorido (profundidade, saturação e subtom).  Quando usamos as cores da nossa paleta (grupo de cores que harmonizam com os tons de pele), o rosto fica com aparência mais descansada e saudável, com o contorno mais definido, com bochechas mais coradas e as olheiras suavizadas.

Mas o que isso tudo tem a ver com o vestidinho preto?

Pensa comigo: se o preto é uma cor escura, ele vai ficar pesado em pessoas com tom de pele bem claro e/ou suave, não é?

Mas não quer dizer que você não possa usar isso ou aquilo! Existem estratégias que nos ajudam a contornar as desarmonias: o uso de maquiagem e de acessórios como brincos, colares e  lenços (principalmente ao redor da face), na tonalidade correta, ajudam bastante nesse equilíbrio.

E o cabelo? Esse tem uma enorme importância na aparência do nosso rosto considerando que ele está ali o tempo todo, ao contrário das roupas e acessórios, que podemos colocar e tirar a qualquer momento.

As cores com as quais a gente nasce são as que ficam melhores na gente. Claro que podemos mudar, porém, quanto mais distante ficamos da nossa coloração pessoal, menos harmonia. Portanto, ao colorirmos os cabelos, não devemos nos afastar excessivamente da nossa cor natural, já que isso pode ter um efeito negativo, deixando-nos com uma feição abatida, envelhecida e, possivelmente, desconectada de nós mesmas.

As cores têm enorme influência na nossa aparência e, sendo exploradas positivamente, trazem grandes benefícios, não só estéticos, mas também em relação à autoestima e à correta comunicação das mensagens que são enviadas através de sua imagem.

Então, não  se contente com o pretinho básico, nem com a cor de cabelo da moda. Pense em suas características, no que a torna única e especial, e explore o que você tem!

Um beijo da Dri!

 

Adriana Gancz é formada em Design Gráfico e pós–graduada em Especialização em Artes Visuais – Cultura e Criação.

O desejo de compreender as mensagens transmitidas através das cores, linhas e formas das roupas fez com que ela se apaixonasse pelas possibilidades da comunicação através da imagem. Fez vários cursos na área de Consultoria de Imagem até que encontrou no método Style.Int™, de Ilana Berenholc, o alinhamento com os seus anseios profissionais. Contatos: adriana@adrianagancz.com.br e instagram @adrianagancz

 

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