E se eu não conseguir?


Como você viu em uma postagem anterior, não há nada como encontrar (ou reencontrar!) aquela paixão que faz brilhar nossos olhos e bater mais forte nosso coração.Estou falando de trabalho, não de sua vida amorosa. Em outro momento bateremos um papo sobre amor, paixão, romance, sexo, se você quiser. É tão bom estar apaixonada, não é? Então, me lembre de falarmos sobre isso qualquer dia desses, tá bem? Por enquanto, vamos falar de carreira, de trabalho.

Mesmo que você não saiba para onde sua paixão vai te levar, já está de bom tamanho tomar posse desse conhecimento maravilhoso. Sabe quanta gente nem se permite pensar nisso? Te dou os parabéns caso você já tenha encontrado o que ama fazer. Se ainda não encontrou, te deixo apenas duas palavrinhas: não desista!

Você sabe que não é raro as pessoas ficarem confusas quando pergunto sobre o que gostam de fazer e porque não o fazem como meio de subsistência? Pelo contrário, isso é muito comum. Muita gente bacana, esclarecida, fica literalmente embasbacada (outra daquelas palavras que eu uso e nem sei de onde tiro! 🙂 ) com essa questão:

– Mas Cláááudia….O que é isso que você está dizendo? O que é ganhar dinheiro com minhas paixões?

– É trabalhar naquilo que você gosta. É ter prazer no trabalho. É fazer algo para para o qual você foi talhada, que faz com naturalidade. É ganhar dinheiro com isso. Simples. Talvez mais dinheiro, talvez menos dinheiro, dependendo da área escolhida. De qualquer forma, quero que saiba que trabalhar não é simplesmente se jogar na primeira coisa que cai em sua frente e que te permite o sustento, ficando nessa porcaria pelo resto da vida. Sim, a gente faz isso quando necessário. Se não tem remédio, remediado está, como dizia um velho sábio. Não adianta chorar se não há o que fazer. Se existir a necessidade premente de ganhar o sustento da casa, então realmente a gente vai se jogar naquilo que aparecer. Depois, com calma, quando estivermos estáveis, passaremos a pensar em mudar, em buscar aquele algo mais que nos fará muito feliz.

– Ã???

Tá. Vamos de novo.

Idealmente falando, as pessoas começam a trabalhar quando chegam à vida adulta. Idealmente, porque na prática sabemos que milhões de brasileiros são impulsionados a buscar seu sustento muito antes de atingirem 18 anos. Ok. Vamos lidar com isso. Muita gente, mas muita meeeesmo, se insere no mercado de trabalho por necessidade de ajudar em casa. Para boa parte das pessoas, a realidade é cruel. Existe uma família que precisa comer, então, não há jeito. É preciso começar a trabalhar. Aí, serve qualquer coisa. Trabalhamos no que aparecer.

Passam-se os anos. Estamos trabalhando faz bastante tempo, coisa e tal. Aos poucos, começamos a nos sentir inquietas, infelizes, sem perspectivas. A vida passa a ser um ir e vir do trabalho, apenas. Nos tornamos mulheres cansadas, lotadas de afazeres, desanimadas. Noventa porcento das mulheres chega a essa etapa e não atina que é possível encontrar uma atividade remunerada mais satisfatória. As que se dão conta, pensam que podem mudar para algo apenas um pouco melhor. Quase nenhuma de nós pensa que é possível encontrar algo muuuuuuuuuuuuito bacana para fazer e ganhar nosso sustento.

Agora vamos imaginar que você faz parte dessa minoria que acredita poder trabalhar com aquilo que te apaixona. Imaginou? Ótimo. Começa aqui outra saga: a saga do medo, do “eu não posso”, eu “não consigo”.

Talvez seu gosto seja muito diferente, mas tão diferente que nem você tem ideia do que fazer com ele. Talvez ele seja tão comum que muita gente ganha dinheiro com isso e você acha que o mercado está saturado. Sim, pode acontecer uma dessas hipóteses. Pode ser também que você já tenha a exata noção de o que é preciso fazer para empreender e exercitar suas paixões mas acha que não vai ter dinheiro suficiente para investir, ou se sente muito velha para isso, ou teme o momento em que terá que vender seu produto/serviço. Calma! Não antecipe problemas. Também não ache desculpas para ficar no mesmo lugar. Vou te dizer uma coisa: o vírus do sofá-bundismo é muito agressivo. Se a gente faz corpo mole, ele ataca mesmo! Você precisa se concentrar em seu desejo e não nos problemas e dificuldades que pode ser, um dia, quem sabe, encontre pelo caminho. Deixe para pensar nos problemas depois, para quando seu sonho estiver bem claro, bem forte, quase palpável. Porque sonho claro, pulsante, é motivador, impulsionador, te dá forças e energia para superar obstáculos.

Outro segredinho que quero dividir contigo e que você lerá muito em meus artigos: dificuldades, obstáculos? Os teremos sempre, não importando o caminho que escolhermos. Então, te pergunto: já que terás dificuldades mesmo, preferes tê-las atreladas a um sonho, a uma paixão, a uma vida cheia de perspectivas, ou preferes vê-las ligadas a uma vida morna, chata, mediana, medíocre?

O mundo está cheio de gente paralisada, adepta da cultura do terror, do “e se?”, buscando antecipadamente tudo de errado que poderá acontecer em sua caminhada, como se o prazer estivesse em poder dizer “eu não disse?”, em listar coisas ruins. Não seja você uma delas! Agarre-se a sua descoberta, às suas paixões recém encontradas e parta para a construção de uma carreira brilhante, que te trará felicidade, crescimento, grandes relacionamentos, prazer!

Beijos e me liga!

 

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