O óbvio que insistimos em ignorar


Faz quanto tempo mesmo que você reclama da vida, do seu chefe, do ônibus, do almoço, do trabalho tedioso? Cinco, dez anos? Faz quanto tempo que você levanta da cama como se fosse um zumbi do The Walking Dead? Quanto tempo de vida ainda pretende desperdiçar nessa queixa sem fim? Quanto de saúde ainda vai perder? Quantas vidas ainda vai infernizar com sua demora em ver o óbvio? Seu marido, sua filha, seu gato já não aguentam mais. E os amigos então? Já chegaram naquele momento de fugir de teus telefonemas? É isso mesmo? Você foge da felicidade meeesmo?
Vou te dar um conselho básico. Eu sei, se conselho fosse bom a gente não dava e sim vendia, mas enfim…Vou arriscar. Lá vai: não leve mais vinte anos para entender que está desperdiçando sua vida, seus talentos, suas potencialidades, sua possibilidade de felicidade.

Você, esperando algo acontecer

A felicidade não é uma quimera, um sonho impossível. Todo mundo pode e deve ser feliz! Agora, se os seus desejos forem adiados para um futuro distante, para um “talvez, quem sabe, um dia”, pode ser que esse dia não chegue nunca. Pode ser que alguém tome as rédeas de sua vida, já que você não o faz. Pode ser que alguém te inclua em algum plano, já que você não está com coragem de encarar os seus desafios. Não espere ser pega pela mão e encaminhada para um futuro brilhante.
Parece triste isso tudo não? Fala a verdade: se eu não estivesse falando de você, se fosse possível você se distanciar, o que estaria pensando? Garanto que estaria lendo os parágrafos acima e imaginando que a pessoa que não dirige sua própria vida, que não luta pelos seus sonhos, está realmente com dificuldades, vivendo uma vida de mentirinha, vivendo uma morte em vida. Acontece que estou falando de você! Não te dói pensar que viverá sempre uma vida mediana, morna, muito “mais ou menos”, e ainda por cima por escolha própria?
Você pode sair desse ciclo de menos valia, dos “eu não posso, eu não consigo, quem sabe daqui a alguns anos” em que você se meteu. Comece deixando que seus desejos tomem conta de você. Deseje, deseje ardentemente. Arda de vontade de mudar de vida, largar seu emprego e buscar a atividade aquela que faz você perder a noção do tempo quando a exerce. Deixe esse fogo tomar conta de você. Sinta essa alegria que contagia mas não saia correndo para pedir demissão. Estou propondo que você entenda essa situação primeiro, que compreenda que a felicidade é possível. Largar o emprego é algo importantíssimo em sua vida e que precisa ser planejado. Mas, atenção para isso: precisa ser planejado e não usado como forma de adiamento novamente, como forma de evitar os desafios que virão, por medo.  Medo todo mundo tem. Se der medo, vai com medo mesmo!
Então, vamos voltar para a questão da escolha do que fazer profissionalmente. Sabe aquilo que você faria até de graça, porque ama muito? Porque acha que essa atividade é coisa para as horas de lazer e não para o trabalho? Porque você não pode ter um trabalho prazeiroso? Entenda que, se é isso que te faria feliz nos próximos anos, então é isso que você tem que fazer como profissão. Alie o que você gosta de fazer com o que sabe fazer melhor e então verás que nunca mais irá trabalhar na vida. Seu trabalho será como férias eternas! Eu, por exemplo, sempre gostei de matemática e tenho relativo talento para cálculos. No entanto eu amo escrever desde que tinha 6 anos de idade e, por amar, exerci essa atividade durante minha vida inteira, como hobby. Hoje exercito profissionalmente também. Hobby e profissão viraram uma coisa só. Isso que é felicidade! Exercitar seus talentos no trabalho e nas horas de lazer, de tal modo que um se confunda com o outro.
Identificou essa paixão? Então agora planeje-se. Planeje o que precisa fazer para poder viver dessa paixão. Eu vou te dar uma ajuda: comece por…Não. Não vou dizer não. Não cabe nessa postagem. Que tal em uma próxima? 😉
Beijos e me liga!

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