Por que escrevo?


Olá, mulherada linda!

Como disse na última postagem, estou iniciando com uma categoria nova aqui no blog, chamada Novelas, Crônicas e tudo o mais. Todas as semanas vou postar textos novos. Acompanhe as novelas capítulo a capítulo, leia contos e crônicas, comente, deixe sua opinião. 

Para hoje, começo falando a respeito do ato de escrever. Vem comigo?

 

“Por que nós fazemos as coisas? Te respondo: Por necessidade ou por desejo. Ou você é levada, pela força das circunstâncias, a fazer o que é preciso, ou você se joga em uma tarefa por vontade de seu coração. Lavamos nossa roupa, varremos a sala, vamos ao supermercado, por exemplo, porque isso tudo faz parte da vida. A vida nos impõe que cuidemos da casa. Há quem não cuide, obviamente. Bem,  há gente para tudo. Essas pessoas vivem em um chiqueiro, provavelmente. A maioria, no entanto, obedece a um calendário de cuidados com o lar, mesmo querendo fazer outra coisa. Na seara do desejo, por sua vez, estão aquelas “tarefas” que fazem nossos olhos adquirirem um brilho diferente. Você assiste a um filme porque quer. Não é obrigada a isso. Você canta no chuveiro por que ama ouvir sua voz. Você mantém um diário porque isso lhe faz bem. É nesse lugar que se situa o escrever. Eu poderia dizer que escrevo porque gosto. A resposta serviria, apesar do clichê evidente. Arriscaria, talvez, ir um pouco além, dizendo que escrevo para ser feliz. Novamente a resposta estaria dada, embora estivesse ainda vazia de sentido. Afinal, o que é ser feliz? Como fazemos para alcançar a tal felicidade? Quais são os critérios que nos permitem dizer que estamos chegando nesse lugar idílico?

Confesso que passei umas boas horas de minha semana pensando no assunto, fazendo comparações, dissecando conceitos. Li no dicionário que felicidade é sinônimo de “estado de uma consciência plenamente satisfeita, satisfação, contentamento, bem-estar”. Bem, certamente me sinto plenamente satisfeita quando escrevo. Está certo, mas simples demais, tangencial demais. Ainda falta entender porque o ato de escrever me faz ter uma alma que se regozija dessa forma.

Há várias respostas para isso. Me sinto plena escrevendo porque o exercício da escrita é um exercício de liberdade, de autodeterminação, de independência. Escrever alforria. Nada mais libertador do que sentar em frente a uma folha em branco e poder botar nela aquilo que é visceral, portanto único.  Nós, seres humanos, somos todos esquisitos, extravagantes, maravilhosamente estranhos.  Como somos bonitos em nossas singularidades! Somos ímpares, mas teimamos em nos parecer uns com os outros, porque a semelhança nos presenteia com a sensação de pertencimento. Que dura cinco minutos. No restante de nosso tempo, há o vazio, a certeza da falta. A folha em branco, portanto, desobstrui nossa consciência, nos autoriza a SER. Escrevo para encontrar-me.

Escrevo porque assim torno-me quem eu quiser, posso ter muitas vidas, morrer e voltar a viver. Escrevo para ser prostituta e ladra, santa e casta, drag queen e nerd, velha e jovem, monstro e heroína. Escrevo para viver todas essas existências, guardadas dentro de mim, sem correr os riscos inerentes ao respirar. Quando escrevo, posso ser mau-caráter, sem-vergonha, pulha, ativista, saliente. Posso xingar e amar, ambos com a mesma intensidade, como o mesmo ardor. Escrever permite que eu me alterne entre papéis, sendo ao mesmo tempo devassa e mulher “bela, recatada e do lar”, mãe e piloto,  trabalhadora e vagabunda. Escrevendo posso ser tudo e nada, vermelho e azul.

Escrevo também por carência, por exibicionismo, por necessidade de aparecer, de ser vista, de falar, de não calar. Escrevo para expurgar a dor.

Escrevo por que sim.”

E você, porque faz o que faz? Já parou para pensar?

 

Beijos e me liga!

Oi, eu sou a Cláudia Mester, brasileira, 40 e muuuuitos anos, casada, mãe orgulhosa de três filhos, escritora amadora. Psicóloga clínica, Personal, Professional e Executive Coach. Nas horas vagas, consumo seriados de televisão totalmente sem noção. Adora Lie to Me, Medium, Grey’s Anatomy e Dexter. Pinto, bordo e tenho ideias mirabolantes para salvar o mundo da fome. Ah…Não tenho a mínima ideia do que quer dizer “isso não é apropriado para a tua idade”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *