[Livro indica livro, que indica…] Nemi, de Lise Myhre


Metro

 

Posso contar uma coisa para vocês? Sou um bicho muito curioso. Não, vocês não estão entendendo… Tô falando curioso meeeeesmo! Eita coisa séria! Quando um livro que estou lendo faz referência a outro livro, a um artista, música, fato histórico, eu preciso pesquisar essas indicações. As vezes me ferro, porque uma referência leva a outra, que leva a outra e…Pronto! Já me perdi! Começo pesquisando sobre um arqueólogo (porque o livro da vez o citou) e acabo lendo sobre a fase reprodutiva dos hipopótamos chineses. Hein???  Agora, quando me centro e controlo a minha vontade de aprender sobre tudo que existe no mundo…Nossa! Descubro maravilhas!

Sou apaixonada por histórias em quadrinhos. Quando menina, lia tudo que existia nas bancas de revistas. Me apaixonei por jornais logo em seguida, daí começava a leitura pela última página, porque assim chegava mais rápido aos quadrinhos. O tempo passou e meus caminhos deixaram de cruzar com o das tirinhas. Até que li Repeteco. O danado mexeu com vespeiro! De repente, fiquei com uma vontade louca de ler todos os quadrinhos existentes nesse mundo de meu Deus. Caraaaaca! Coisa boa ler algo leve, que pode ser profundo ao mesmo tempo! No momento em que comecei o livro 1222 (clique no link para ler a resenha), vi a referência sobre Nemi e fui pesquisar quem era a figura, quase caí pra trás. Como diz uma amiga: pelo amor da vaca jérsey! 🙂 Coisa dos céus essa! Eu aqui, sedenta por quadrinhos, daí encontro Nemi na internet. Claaaro que tive que correr atrás e buscar informações sobre a moçoila.
Nemi é uma tirinha criada por Lise Myhre, cartunista norueguesa. É também o nome da personagem principal, uma mulher jovem, mais ou menos 25 anos, diferente da maioria das pessoas. Ela mistura agressividade e doçura em doses iguais. Tem opiniões fortes, bem formadas, é liberada sexualmente, faz o que bem entende. Ao mesmo tempo tem medo de crescer, não consegue matar insetos, gosta de bolo e de chocolate.

Nemi curte Edgar Allan Poe, Batman e Darth Vader. Odeia arte moderna, também a caça as baleias e Christina Aguilera. Resumo: é uma figuraça! Única, autêntica, com humor inteligente, afiado, mordaz.
Por ter esse lado meio sombrio, me lembrou Lisbeth Salander, a personagem da Trilogia Millenium. Pelo humor ácido, me fez lembrar de Mafalda, de Quino, sempre preocupada com dilemas da humanidade. Achei fascinante a mistura e fiquei com vontade de ler mais. Através do Google, cheguei ao site do jornal britânico Metro e encontrei tirinhas antigas. Não encontrei histórias publicadas depois de 2014. Se você achar,  me manda o link?
E você, o que achou dessa punk/gótica/abaixo os rótulos?
Beijos e me liga!

 

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