Onde esta o seu foco: em avaliar as pessoas ou ajudá-las a chegar ao sucesso?


Mulherada linda, hoje é o dia da estreia da Carol Batista, como comentei aqui nessa postagem. Carol é a coach mais incrível do Brasil! Deem uma olhadinha básica no que ela tem pra nos dizer hoje. Mas, prepare-se: vocês vão começar enxergar a vida de outra forma. Estão preparadas?

Já passamos do meio do ano e 2018 já se avizinha.Sempre, nessa época, me pergunto a respeito de minhas conquistas até o momento. E uma reflexão leva a outra, que leva a outra e isso tudo me fez pensar: o que faz pessoas e empresas concluírem o ano com os seus objetivos realizados? Esse questionamento já foi tema de vários livros e estudos, mas gostaria de ir mais profundo, fugir da mera constatação de que precisamos de metas “SMART”.

Considerando o conceito chave, de que alta performance é você alcançar o que se propõe, independente dos desafios existentes, o que faz algumas pessoas alcançarem todo o seu potencial? O que faz pessoas e organizações obterem sucesso?

Para começar a analisar esse assunto, usei as minhas mais de 800 horas de atendimento em coaching, apenas em 2015, onde os processos trabalhados ao longo do ano tiveram diferentes objetivos. Como trabalho com a metodologia de autoliderança para aumento da performance os objetivos foram diversos como:

. Carreiras estagnadas e sem rumo profissional que encontraram um novo caminho para crescer e evoluir com motivação e sentido;
. Pessoas insatisfeitas com a sua profissão que encontraram um novo objetivo profissional, uma nova carreira;
. Pessoas com excelentes currículos, mas que estavam fora do mercado por alguns meses, sem entender muito bem porque e que conseguiram recolocação.
. Pessoas que conseguiram alçar vôos maiores em suas carreiras assumindo cargos de gestão e outras que decidiram pelo empreendedorismo.

Apesar das diferenças a serem alcançadas, o meu papel como coach foi o de desenvolver a performance de cada um, para que ao final do prazo estabelecido tivessem conquistado o que se propuseram. Cada qual com as suas metas, mas todos com histórias de superação, realização, sucesso e acima de tudo felicidade na conquista do seu 10.

Com base nisso, procurei entender e responder os questionamentos iniciais desse texto. Afinal, o que estava impedindo essas pessoas de alcançar a alta performance na sua vida pessoal e profissional? O que as fazia acreditar que o sucesso era algo distantes, e que talvez não mereciam ter a sua vida em 10?

Acredito que algumas hipóteses possam ser levantadas em relação a esse estudo. Não são totalmente conclusivas, afinal, é um tema sempre em mutação e há muito a ser explorado, vejo importantes caminhos:

– Não somos ensinados a acessar a nossa alta performance. Ao freqüentarmos o ensino regular, do ensino fundamental a universidade, encontramos um caminho que visa classificar e graduar as pessoas em um processo linear, repetitivo e previsível.

– Ao ingressar no mercado de trabalho, percebe-se que nas organizações a regra não é muito diferente. Utilizando o modelo “se você é bom mostre-me a que veio”, inicia-se o processo de separar “o joio do trigo”.

O que me intriga, é o porquê da necessidade de classificar? Ou melhor, o porquê da construção de processos para tal feito? Pois esse caminho alimenta a crença de que existem “os escolhidos”, e cada vez mais essa crença vai sendo amplificada, juntamente com a confirmação de que existem aqueles que nasceram para fracassar, no melhor estilo Jogos Vorazes.

As organizações deveriam concentrar os processos e tempo de classificação para fazer com que todos alcancem o seu potencial e, conseqüentemente, o alto desempenho. Teríamos pessoas dando o seu máximo, não por atividades lineares, dignas do inicio da revolução industrial ou devido a chefes avaliadores, que minuciosamente medem o desempenho de cada detalhe da atividade, ao invés de buscar a alta performance em metas e objetivos que tenham significado, que motivem as pessoas a acessar o seu melhor . Afinal, o valor não está onde as pessoas falham, mas sim, na realização pessoal de cada um e, por conseqüência, a realização dos objetivos organizacionais.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *