Crônica] Fixação por Monalisa 1


Teve uma época de minha vida que achava chic ser intelectual. Caminhava sempre com um livro na mão, mas não qualquer livro. Tinha que ser um de leitura difícil, denso. Durante uns meses circulei com Shakespeare, em inglês. Já tentou? Inglês arcaico? Doloroso! Mas eu fui forte e li até o fim. Hoje não tenho idéia do que li, mas o que vale é  a intenção, você não acha? 🙂
Eu semprei gostei de ler, então essa fase foi gloriosa. Lia cinco livros ao mesmo tempo, estudava os grandes pensadores, engolia arte. Daí, não teve jeito. Me apaixonei pela Monalisa. Se a gente olhar bem, com isenção, apesar de ser a obra de um grande mestre, o quadro é bem…bem… feinho! Mas eu achava lindo! Tive camiseta, agenda, calendário, tudo com a cara da moçoila. Era uma overdose dantesca. Ou seria Davinciana (ui!) ?
Quando tive a oportunidade de visitar Paris, corri para o Louvre. Era a chance de uma vida! Sabem o que aconteceu? Estavam em greve. Greve! Maldita greve! Pois é…Justo no dia que fui ao Louvre. E não pensem que deixei por isso mesmo. Tentei novamente, uma, duas, três vezes. Não adiantou. A greve continuou por todo o período da minha viagem. Voltei para o Brasil sem conseguir entrar no museu.
Tudo que cercava o quadro me encantava e me encanta até hoje. Ele foi pintado em madeira entre 1503 e 1507, aproximadamente. Aposto que você não sabia…Eu disse 1507! Só tinham índios no Brasil! Olha há quanto tempo ela foi feita. Caraaaaca! É a tela mais valiosa do mundo. Em 1911 sumiu do museu em que estava. Chegaram a prender o pintor espanhol Pablo Picasso e o poeta francês Guillaume Apollinaire como supostos participantes do roubo. Soltararam meses depois, sem nada encontrar. O quadro reapareceu na posse de um ex-funcionário do museu. Ele a tinha roubado. Depois o quadro passou intacto pelas duas grandes guerras mundiais. Em 2009 uma mulher, russa de nascimento, jogou café no quadro para vingar-se do país (França) que lhe negara cidadania. Os “homi” disseram:
-Neca de pitibiribas! Aqui você non ficarrr!
A ensandecida, então, jogou o pretinho básico, que não danificou a obra por causa de uma proteção de vidro. A obra sobreviveu ao tempo, a guerras, a loucas e continua aí, firme e forte,  entusiasmando apreciadores de arte, psicanalistas, historiadores, investigadores em geral. Freud, meu máximo guru (ele devia ser um chato, mas competente. Era um chatompetente!), interpretou seu sorriso como uma atração de Da Vinci pela mãe. A dele…A de Da Vinci…Tudo acabava na mãe para esse pervertido psicanalista. Impressionante! Também, a mulher devia ter sua parcela de culpa, vocês não acham? O cara não tinha tv em casa e vivia segurando o pincel…Boa coisa não ia dar. Se não pegava mulher, tinha que pensar na mãe! Ui…

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Beijos e me liga!

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