[Resenha] The Kiss of Deceptcion, de Mary E. Pearson


Livro: The Kiss of Decepction
Título original: The Kiss of Deception
Série: Crônicas de amor e ódio
Volume: 1
Autora: Mary E. Pearson
Tradução: Ana Death Duarte
Editora: DarkSide Books
Ano:  2016
Páginas: 416
ISBN: 978-85-66636-86-4

Sinopse: Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas – menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro?

Parece que só eu não tinha lido o The Kiss, né? Se você olhar por aí, vai encontrar muitas resenhas do livro. Eu não podia ficar de fora. Demorei porque a besta aqui achou que o livro estava em inglês. Eu leio em inglês, mas mais devagar, obviamente. Fiquei com preguiça de fazer o esforço, confesso, então deixei essa leitura para depois. Custei para entender que só o nome estava inglês e que a editora Dark Side apenas tinha escolhido manter o título original. 🙂

Então, vamos lá. Até a metade do livro eu não estava muito empolgada não. Estava achando a história bonitinha, agradável, não mais do que isso. Até que houve um reviravolta na trama que me deu um nó na cabeça. Meu Deus! 🙂 Como aquilo aconteceu? Tive que voltar para o início do livro para reler algumas partes, porque achei que tinha confundido alguma coisa. Eu achava que era uma coisa e era o oposto. O oposto virou a “uma coisa”. Dá para entender? Não, né? Então leia. Ultrapasse os primeiros capítulos e siga a trama. De repente, pow! Você verá que algo extraordinário irá acontecer. E nem precisa voltar para reler o que já foi lido, para ter certeza do que está acontecendo. Eu já fiz isso por você. Pode crer que é isso mesmo: nós nos enganamos em algo fundamental desde o início do livro. No meio para o fim, tudo mudará e isso fará diferença na trama.

The Kiss of Deception é uma fantasia que mistura muita ação com um pouco de romance. Há também um certo humor em algumas cenas, muuuito de passagem.

Lendo a história passamos a  conhecer Lia, a Primeira filha da casa real de Morrighan, descendente de uma longa linhagem de mulheres que possuem um dom especial. Que dom seria esse? Só saberemos bem mais adiante.

Lia está prestes a casar com um príncipe que não conhece para consolidar uma aliança política engendrada por seu pai com o reino de Dalbreck, assim como no passado faziam todos os reis e rainhas reais (aha! Não resisti em botar esse “reais” aqui! 🙂 ) . Normal para a realeza. Acontece que Lia queria mais da vida. A menina desejava um amor de verdade, viver uma vida menos protegida, ser útil, usar suas capacidades. Na corte, Lia era figura decorativa. Não podia opinar, não podia divertir-se como os irmãos, não podia ser “saliente”. Isso não era satisfatório. Então a adolescente foge juntamente com a amiga Pauline. Pauline trabalhava para a família real e era uma espécie de dama de companhia. Para Lia, Pauline era muito mais do que isso: era sua grande amiga. Lia era decidida, destemida. Pauline era doce, acostumada a obedecer. Elas cuidarão uma da outra nessa trama interessante.

Enquanto todas as pessoas se preparam para o casamento, as duas adolescentes juntam alguns poucos pertences, roubam dois cavalos e empreendem a fuga, usando mil estratagemas para esconder seus rastros e não serem perseguidas. As meninas vão até Terravin, onde são acolhidas por Berdi, a madrinha de Pauline. Berdi é dona de uma pequena estalagem e lhes dá um lugar para morar, lhes dá trabalho e a chance de começar uma nova vida, diferente da que viviam no castelo em Morrighan.

Os dias vão passando e Lia se sente cada vez mais feliz. A felicidade é tanta que a adolescente praticamente não se preocupa com as consequências de sua fuga. Agora ela desfruta de liberdade, podendo ir e vir dos lugares do jeito que desejava. Ela também tinha um emprego! Era um emprego simples, de ajudante na estalagem, mas estava ótimo assim.

Acontece que nem tudo é um caminho de rosas. Lia não imagina o que o leitor sabe de antemão: duas pessoas estão indo a seu encalço e a encontrarão rapidamente. A primeira pessoa, um assassino cruel, pertence ao reino de Venda, que tinha interesses contrários aos dos reinos de Morrighan e Dalbreck. A outra pessoa era o príncipe abandonado por Lia um pouco antes do casamento.

Por ironia do destino, os dois homens se tornarão camaradas. Não amigos, mas bons conhecidos, pois um não sabe das intenções do outro. Os dois homens irão encontrar Lia ao mesmo tempo e, aparentemente, se apaixonarão também ao mesmo tempo. Um notará os sentimentos do outro e ambos disputarão a atenção da adolescente. O assassino ainda pretende matá-la, porque entende que as necessidades de seu reino estão acima de qualquer vontade individual. Amores, amores, negócios a parte.

Lia segue sua nova vida, agora cercada por esses dois homens interessantes. Enquanto acompanhamos sua nova rotina, percebemos o quanto ela está encantada e pronta para descobrir o amor nos braços de um deles. Até que coisas acontecem e tudo se modifica.

Pauline, por sua vez, também tem seus dramas. Ao fugir de Morrighan, a adolescente precisa se afastar de seu amor. Ele era soldado, estava em campanha e voltaria logo, para que pudessem casar e serem felizes. Agora a menina espera que o amor do namorado seja forte o suficiente para fazê-lo buscar por ela em Terravin.

As duas meninas são muito interessantes, mas os personagens masculinos são mais. O assassino e o príncipe estão bem delineados, cada um com sua personalidade, seu jeito. Podemos enxergar esses dois homens, como se fossem pessoas reais. E os dois são importantíssimos para a trama, que continua no volume dois (resenha em breve!).

E a edição da Dark Side? Impecável, como todos os seus livros. Olhem essa capa! Não é linda? Os detalhes internos, a fitinha que marca o livro, a lombada, o encarte com a foto da capa, os mapas que assinalam onde ficam cada reino descrito no livro, tudo feito com muito capricho!

E é isso. 🙂

Beijos e me liga!

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