[Resenha] Complexo de Portnoy – Philip Roth


Livro: Complexo de Portnoy
Título original: Portnoy’s Complaint
Autor: Philip Roth
Tradução: Paulo Henrique Britto
Editora: Companhia de  Bolso
Ano:  2013
Páginas: 408
ISBN: 978-85-8086-620-9     
Sinopse: Quando lançado, em 1969, O complexo de Portnoy se tornou best-seller e foi saudado como a consagração definitiva do talento de Philip Roth. A crítica, porém, teve certa dificuldade em classificá-lo. Seria “literatura séria” ou apenas humor? Não era a primeira vez na história do romance que um livro engraçadíssimo parecia uma obra importante; mas havia ao menos dois elementos que causavam estranheza. Em primeiro lugar, o traço caricatural na construção dos personagens lembrava o humor dos grandes comediantes judeus da época, como Lenny Bruce e Woody Allen, que se apresentavam em boates; ao mesmo tempo, porém, a interioridade do narrador-protagonista era de grande densidade. Em segundo lugar, era inegável o desconforto causado pela centralidade do autoerotismo no enredo: o incesto é um tema respeitável desde a tragédia grega, e o homossexualismo ganhava cada vez mais espaço naquele conturbado fim de década em que nada parecia ser proibido – mas masturbação, definitivamente, não era matéria apropriada para um romance com pretensões artísticas.Nos últimos quarenta anos caíram não apenas os últimos tabus sexuais como também as barreiras entre “arte elevada” e “arte de consumo”. Escritores sofisticados como Thomas Pynchon e John Barth demonstraram que é possível utilizar linguagens pouco nobres para fazer literatura de primeira grandeza. Relendo o livro, agora nesta edição de bolso, constatamos que o humor, a ferocidade e o virtuosismo de Roth permanecem intactos, e podemos mais do que nunca fazer justiça a esta pequena jóia literária que é O complexo de Portnoy.
Complexo de Portnoy conta as desventuras de Alexander Portnoy, judeu americano com dificuldades para administrar sua vida sexual. Em meio a consultas com o psiquiatra, Alexander nos dá vislumbres de sua vida familiar, atribuindo à mãe a culpa  por sentir-se incapaz de conter seus impulsos sexuais. Segundo a visão do personagem, sua família era composta por uma mãe opressora, por um pai fraco, por uma irmã feia e sem graça e por um filho (ele próprio) brilhante e oprimido. Ao mesmo tempo que sente raiva dos pais, Alexander ama-os também, o que aumenta sua culpa por desejar afastar-se do ambiente no qual não tem liberdade para desejar, para ser o que é.
Resumo da ópera (ugh! Coisa antiga né? Fazer o que…Conheço todas as frases feitas, todos os clichês desse mundo e amo usá-los. Eles quase são uma parte do meu corpo!) : o cara adora sexo, experimenta todas as fantasias que lhe passam pela cabeça, depois sente culpa por isso. Odeia a família e o jeito como o oprimem, ao mesmo tempo a ama. Queria não ser judeu e ao mesmo tempo aprecia muito da cultura judaica. Ponto. Só.
 
Minha opinião? Corram para longe desse livro dos infernos! Creeeedo! Que coisinha mais ruim de ler! Super cultuado, super cool, super bosta, isso sim! Agora julguem-me por isso…
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Eu bem que dei uma chance pra leitura. Sim, enxerguei um tanto de Woddy Allen nas primeiras páginas. Depois…Caramba! O autor passa metade do livro dando detalhes das masturbações do personagem principal e a outra metade falando de seus relacionamentos sexuais e o que fazia com as mulheres. O recheio é a eterna insatisfação de Alexander com a família e com a vida. Sim, tenho inteligência e entendi o humor por trás de tudo: homem feito temendo as reações da mãe judia quanto as suas escolhas. Entendi e achei interessante até a quinta página.
Falar de sexo tão abertamente como o autor falou, no final da década de 60, foi uma façanha. Certo, admito. Ponto para o autor. Imagino que a obra tenha sido um marco na literatura da época, embora digam os entendidos que ela nem chegou aos pés de Marquês de Sade, muito mais apimentado. Deve ter sido interessante naquele momento, mas para os nossos dias…Não, não e não. Uma vez ou duas ler palavrões cabeludos, ok. Torna a leitura mais atrativa, realista, afinal a gente fala porcaria o tempo todo, não fala? Eu, pelo menos, falo. De quatro palavras, duas são palavras de beeeem baixo calão. Sei, preciso me corrigir. Juro que me controlo quando é preciso, mas na frente da família, dos amigos, mando ver. Então não me surpreendi em ler essas coisas no livro e achei bem natural até. Também achei entediante ler só isso.
Comparativamente, imagina o cara que chega na tua casa e só se queixa…Não é chato? E o cara que só conta vantagens? Igualmente chato. E o cara que só fala de botânica, ou de economia, ou de psicologia? Chato ao cubo. Então, falar de sexo o tempo inteiro está nesse mesmo rol.
No final, me restou a sensação que gastei meu tempo a toa. Poderia ter lido algo bem mais bacana, mas resolvi insistir. Viu no que dá irmos contra nossos instintos?
 
Beijos e me liguem!

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