Hortas em casa: mais que uma tendência



Talvez você tenha tomado chá de hortelã ou capim-cidreira na infância com as ervas que não tenham vindo em saquinhos de papel, vendidos em caixinhas no supermercado. E pode ser que você tenha tido o privilégio de brincar de piquenique quando era criança e ter como alimentos a manga ou a mexerica tirada do pé, a alface que era plantada no quintal. Será que você comeu morango silvestre colhido no pé?

Vemos hoje uma corrida em busca de alimentação saudável. Muitas pessoas têm desenvolvido intolerância ou alergia à lactose ou glúten. Há quem afirme que esses males são resultados dos hábitos alimentares que adotamos nos últimos anos, ingerindo pães na forma de sanduíche, trocando refeições importantes como almoço e jantar por lanches.

Por essas e outras razões, vamos assistindo um ressurgimento das hortas em residências, apartamentos e também em estabelecimentos comerciais e públicos.

Tamanho não é problema. É possível cultivar temperos e pequenos vegetais em espaços reduzidos. E sabe o que é melhor? A gente cuida da saúde e garante uma decoração charmosa para nossa casa.

Dicas de cultivo
A indicação é começar o cultivo por temperos mais simples, como manjericão, orégano, alecrim, tomilho, sálvia, alface por serem mais simples de cuidar. Pimenta é também uma ótima opção, porém seu tempo de frutificação é curto.

Temperos precisam de sol, ao menos quatro horas, e rega frequente. Por isso você pode escolher plantar perto da janela ou nela mesma, caso não tenha um espaço no qual a luz do sol incida.

Algo que considero bacana dizer: planta não é um objeto. É um ser vivo que necessita de um mínimo de disponibilidade para cuidado. E acredite: colocar a mão na massa, no caso, na terra, é muito relaxante. Você cuida de parte do que será alimento para o corpo e de quebra cuida da mente. Saiba mais: talvez você incorpore à sua vida um novo hábito que é delicioso para relaxar dessa nossa rotina que muitas vezes é enlouquecedora.

 

Reaproveitando alimentos
Há ainda alguns alimentos que você pode plantar após consumi-los: alface romana, cebola, manjericão, gengibre, batata doce, batata, abacate, cebolinha. Veja as dicas que encontrei na revista Casa e Jardim:

| Alface romana

Plante as raízes na terra e deixe em uma janela para que o vegetal receba luz. Regue regularmente.

| Cebola

Separe a parte de baixo da cebola e deixe secando por dois dias. Em um vaso, faça um furo na terra que cubra o bulbo da cebola.

| Manjericão

Limpe os galhos de manjericão, deixando apenas algumas folhas na superfície. Coloque estas hastes em um copo de água que deve ser trocada a cada dois dias. Quando as raízes começarem a crescer e alcançarem cerca de 5 centímetros, plante em um vaso.

| Salsão

Deixe a base embaixo d’água por três dias. Quando algumas folhas começarem a crescer, plante o salsão em seu próprio espaço com as folhas para fora da terra.

| Gengibre

Selecione alguns rizomas – caules que crescem horizontalmente – que tenham pequenos brotos nascendo e plante-os.

| Batata-doce

Coloque uma batata-doce em um pote com água, sem deixar encostar no fundo. Raízes começarão a nascer. Quando já tiverem alguns centímetros, retire-as da água e plante-as normalmente.

| Batata
Separe algumas batatas que passaram da data ideal para consumo – aquelas que já têm brotos nascendo. Corte-as em pedaços e coloque-as embaixo da terra.

| Abacate
Pegue um caroço de abacate e coloque três espetos espaçados entre si nele. Encha um copo com água e encaixe a semente apoiada na boca do copo, de forma que só metade fique em contato com o líquido. Deixe descansar perto de uma janela. Troque a água semanalmente, enquanto espera o broto crescer. Quando acontecer, plante em um vaso com terra.

|Cebolinha

Coloque a parte branca da cebolinha imersa em água em um copo ou pote e aguarde dez dias.

Hortas comunitárias

Em São Paulo é possível encontrar hortas comunitárias em alguns locais da cidade, como no Centro Cultural São Paulo, a Horta do Ciclista, próxima à avenida Paulista, Horta das Corujas, que fica na Vila Madalena, Horta da Faculdade de Medicina da USP e outras. Para usufruir do que é produzido, geralmente é preciso trabalhar de forma voluntária na manutenção das hortas.

Em Porto Alegre, a Associação das Hortas Coletivas do Centro Histórico está com uma mobilização para transformar em horta comunitária um terreno baldio de propriedade da prefeitura.

Beijos e me liga!

____
Imagens: Pinterest

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *