Menopausa: tratamento dos sintomas, alívio para o corpo e para a mente – parte 2 3


Falamos no primeiro artigo sobre o que é estar no climatério e na menopausa, também a respeito de seus sintomas, que podem ser tão vastos como a imensidão do universo. Falamos que algumas mulheres quase não têm sintomas e que passam incólumes por essa fase. No entanto, a maioria de nós padece e se sente vivendo numa montanha russa.

Em torno dos 45 anos, há uma baixa nos níveis de um senhorzinho que vive dentro da gente chamado Estrógeno. Esse velhinho ranzinza resolve nos abandonar e, com ele, leva o viço de nossa pele. Sabe amante que se sente traído e diz: se não for comigo, não será com ninguém? 🙂 Ele vai embora carregando nossa lubrificação vaginal, deixando-nos com dores nas relações sexuais. Que cara chato!

Ele também é responsável pelos famosos fogachos, por aumento do risco de doenças cardiovasculares, por nossa irritabilidade e depressão. Tuuuudo é culpa desse hormônio safado, que tira nosso sossego quando resolve nos abandonar. O que fazer? Correr para o médico para que ele possa prescrever remédios ou medidas alternativas para nossos sintomas.

Até que a gente se ajuste a essa nova realidade na qual os calorões súbitos são uma constante e a depressão pode infernizar nossas vidas,  passa um tempo considerável. Ocorre que não vivemos em uma ilha, isoladas do mundo. A ciência desenvolveu-se muito ao longo da história da humanidade e hoje contamos com uma série de recursos que nossas avós e nossas mães não tiveram. Para que ficar sofrendo em casa se é possível utilizarmos alguns meios para aliviar o mal-estar que sentimos? Então, vamos conhecer algumas formas de tratamento disponíveis no mercado e recomendadas pelos médicos?

ATENÇÃO: NÃO SE AUTOMEDIQUE. NÃO LEIA A POSTAGEM E SAIA CORRENDO, POR CONTA PRÓPRIA, ESCOLHENDO O QUE SERÁ MELHOR PARA SEU CASO. A POSTAGEM É MERAMENTE INFORMATIVA E EM HIPÓTESE ALGUMA TEM A PRETENSÃO DE PRESCREVER TRATAMENTOS. QUEM DEVE PRESCREVER O TRATAMENTO ADEQUADO É SEU MÉDICO DE CONFIANÇA.

1) Reposição hormonal: eficaz no tratamento de diversos sintomas. Diminui muito o número de episódios de fogachos, insônia, irritabilidade, depressão e sintomas relacionados aos órgãos genitais (secura vaginal, pruridos, incontinência urinária). O médico avaliará se a presença desses sintomas está te causando muitas dificuldades, muito desconforto. Se a resposta for positiva, ainda sim ele avaliará se você não possui algumas contraindicações, dentre elas história prévia de câncer de mama ou de cólon, e se não há histórico desses tipos de câncer em sua família. O médico avaliará também seu risco cardiovascular, histórico de acidentes vasculares cerebrais, pressão descontrolada, doenças no fígado. Não existindo contraindicações, é interessante que façamos uso de hormônios entre os 50 e os 59 anos, aproximadamente (na janela de oportunidade) e no máximo até sete anos após o início da menopausa. E até quando usar a terapia hormonal? Não há consensos quanto a isso e se faz importante, novamente, a avaliação de um médico competente. Como é um tratamento que envolve muitos riscos, é necessário que sejam tomados todos os cuidados para a manutenção da saúde da mulher e que se use a menor dose possível da medicação;

2) Estrogênio em creme, para ser colocado diretamente na vagina e diminuir sua secura, consequentemente diminuindo o incômodo e as dores no exercício da sexualidade;

3) Terapia não hormonal: existem inúmeras medicações e tratamentos alternativos que podem ser utilizados nos casos de mulheres que não desejam o tratamento hormonal, também para aquelas que tem efeitos colaterais, que não respondem bem ao uso da medicação ou ainda para as que possuem contraindicações. Os fogachos e a depressão podem ser tratados com antidepressivos. A depressão pode também ser tratada através do uso, coadjuvante, da atividade física. Esta, por sua vez, auxilia no controle do peso. Åntidepressivos podem auxiliar também, no tratamento da insônia. Em determinados casos, para não utilizar um remédio tarja preta, poderá o médico optar por prescrever relaxantes musculares para auxiliar a paciente a dormir, ou ainda Melatonina, que é uma solução “mais leve e natural”. Lubrificantes simples podem ser utilizados para combater a secura vaginal.  Diuréticos podem auxiliar no controle da pressão arterial. Ansiolíticos tratam a ansiedade e permitem que a paciente tenha mais qualidade de vida. A acupuntura, técnica milenar chinesa, poderá estimular pontos determinados em nosso corpo, tratando sintomas diversos.

A alimentação balanceada, regrada, poderá ser uma excelente coadjuvante no alívio dos sintomas. Veja o vídeo abaixo, do canal Tua Saúde. Está muito bem explicado e a Tatiana Zanin, nutricionista, dá um show de bom humor.

E você, me diga: já está enfrentando a menopausa e seus incômodos? O que anda sentindo? Seu médico prescreveu algum outro tipo de tratamento? Compartilhe conosco!

Beijos e me liga.

Fontes: Minha Vida

            Tua Saúde


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 pensamentos em “Menopausa: tratamento dos sintomas, alívio para o corpo e para a mente – parte 2