[Resenha] Outlander: A VIAJANTE DO TEMPO – DIANA GABALDON 5





Livro: Outlander – a viajante do tempo
Título original: Outlander
Autor: Diana Gabaldon
Tradução: Geni Hirata
Adaptação da capa original: Ana Paula Daudt Brandão
Capa: Saída de Emergência
Editora: Arqueiro
Ano:  2016
Páginas: 800
ISBN: 978-85-8041-603-9
Livro um

Sinopse: Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros. Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?

Este entrou para o rol dos meus favoritos! Dez e meio para ele! Sete corações, e não cinco. Maravilhoso. E a série não é tão boa assim. Se eu tivesse começado pela série, teria deixado de assistir no primeiro episódio, entediante para quem não sabe o que virá.

Para início de conversa posso dizer que Diana Gabaldon escreve muitíssimo bem e que ganhou minha total e irrestrita devoção. É formada em Zoologia, Biologia Marinha e Ecologia, no entanto domina a história escocesa do século XVIII a ponto de desenvolver um romance que mais parece uma fotografia dos costumes locais. É tão bem descrito que, por um momento, confundimos a autora com Claire. Fiquei achando que Diana teve, ela própria, a experiência de viajar no tempo. Eita história bem contada!

Logo no início, minha atenção foi atraída por um detalhe que não terá grande importância para a história. Apenas com o desenrolar da mesma é que a questão vai reaparecer, secundariamente. Apesar disso, foi impactante para mim. Quando criança pequena eu era sonâmbula. Conto para vocês aqui, mas só para vocês! Parei de andar a noite quando consegui revelar um segredo que guardava muito bem escondidinho dentro de mim. O que era? Uma amiga, na época com sete ou oito anos, me contou que era a “dona” do monstro do Lago Ness e que se comunicava com o mesmo através de uma moeda. Acontece que, por descuido, ela havia colocado a moeda em um cofre, o que impedia as comunicações com o monstro. Ele iria “invadir a Terra” e comer a todos em razão dessa falta de comunicação. Sei…Besta a coisa, né? Bem, eu era criança e acreditava em monstros, fadas e em Papai Noel.

Sim, e a relação disso tudo com o livro, Cláudia? Conta logo!

 

Bem, o livro começa enquanto Claire e seu marido Frank Randall visitam a cidade de Inverness, cidade que fica onde, onde? A beira do Lago Ness! Quando li esse detalhe…Caraaaamba! Precisava muito continuar a história!

Claire está vivendo uma segunda lua de mel com o marido, já que tinham casado e logo em seguida precisaram se afastar, por causa da Segunda Guerra Mundial. Os dois vivem momentos felizes em Inverness, conhecem as redondezas e travam relações com o padre local. Frank, marido de Claire, é fascinado por genealogia e o Reverendo Reginald Wakefield pode ajudar em suas pesquisas. Ele conta acerca de um tal capitão Jonathan Randall, que teria vivido no século XVIII e, aparentemente, fora um grande oficial. Claire, Frank e o Reverendo Reginald conversam sobre a história escocesa. Alguns dos locais históricos são visitados pelo casal em férias.

Por fatos que não vem ao caso, Claire entra em uma fenda do tempo e cai, justamente, no meio do século XVIII. É raptada, é salva de um estupro, passa a viver quase como cativa nas terras de um clã e acaba se envolvendo com um dos homens que conhece nessa nova vida. Jamie MacTavish e ela se tornam amigos, dentro do possível para a sociedade da época, depois acabam como marido e mulher. Muitos fatos vão se suceder a partir daí. Todos os capítulos são recheados de muita ação, muita adrenalina, muitas dúvidas, muito amor. Imagine uma mulher obrigada a se adaptar a novos costumes, totalmente diferentes dos seus, e tendo que fazer isso rapidamente para não ser morta (os conchavos eram muitos, as disputas, as desconfianças). Imagine também uma mulher casada, que não pode explicar de onde veio (ninguém acreditaria mesmo!), que ama o marido e sendo obrigada a casar com outro homem, por conveniência do clã. Imagine essa mesma pessoa se apaixonando pelo novo marido e precisando conviver com essa divisão: dois maridos, dois amores, dois mundos. Não é de fazer escorrer uma gota de suor de sua testa?

E se você acha que contei muita coisa, então comece a ler Outlander para ver.  Há muito mais para ser lido, muitas cenas inesquecíveis, rápidas, de tirar nosso fôlego. O livro começa meio morno, mas isso não leva dez páginas. Logo depois, sentia que estava com minha respiração presa ao ler cada página, na espreita do que iria acontecer.

Detalhe sem importância para o livro, mas te conto mesmo assim :)…Em 1945, depois da Guerra, as igrejas da Escócia distribuíam licenças para a mendicância. Quem tivesse a licença, era “mendigo oficial”. Achei tão atual…Ou não é isso que acontece com os “nossos” guardadores de carro? Pelo menos aqui em Porto Alegre,  onde vivo, é assim: existem “guardadores de carro” oficializados pela prefeitura. Ficam ali, achacando os donos de automóveis que estacionam nas ruas. Quem coloca o carro “na vaga deles”, tem que pagar. Não é lindo isso? Bem, deixem a questão para lá, já que envolveria grandes discussões. DIvagações apenas…

Beijos, aproveitem a leitura e me liguem!

 
 

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