[Resenha] Um lugar chamado liberdade – Ken Follet


Título original: A place called freedom
Autor: Ken Follet
Tradução: Fabiano Morais
Editora: Arqueiro
Ano:  2014
Páginas: 400
ISBN: 978-85-8041-330-4

Sinopse:

“Desde pequeno, Mack McAsh foi obrigado a trabalhar nas minas de carvão da família Jamisson e sempre ansiou por escapar. Porém, o sistema de escravidão na Escócia não possui brechas e a mínima infração é punida severamente. Sem perspectivas, ele se vê sozinho em seus ousados ideais libertários.

Durante uma visita dos Jamissons à propriedade, Mack acaba encontrando uma aliada incomum: Lizzie Hallim, uma jovem bela e bem-nascida, mas presa em seu inferno pessoal, numa sociedade em que as mulheres devem ser submissas e não têm vontade própria.

Apesar de separados por questões políticas e sociais, os dois estão ligados por sua apaixonante busca pela liberdade e verão o destino entrelaçar suas vidas de forma inexorável.

Das fervilhantes ruas de Londres às vastas plantações de tabaco da Virgínia, passando pelos porões infernais dos navios de escravos, Mack e Lizzie protagonizam uma história de paixão e inconformismo em meio a lutas épicas que vão marcá-los para sempre.”

Vou te dizer uma coisa: gostei. Não é uma obra-prima, mas passei bons momentos com ele. Não foi, tão pouco, um livro com um final surpreendente. Sim, eu esperava mais. Sim, foi decepcionante essa parte. Eu soube desde o início como as coisas acabariam, então acreditei até o final que o autor iria dar uma guinada na história. Não houve, então vou categorizar esse livro como bom apenas.

Malachi E Esther McAsh são gêmeos que vivem na Escócia dos anos 1766. Eles trabalham em minas de carvão da família Jamisson em condições subumanas. Mulheres, crianças, homens, jovens ou idosos, ficavam 15, 16 horas por dia, correndo riscos de desabamento, de explosões, de aspirar o pó do carvão e de ficarem muito doentes. Folgas, apenas aos domingos. Era uma vida triste e ninguém tinha aspirações. Os homens bebiam muito e as mulheres viviam cuidando dos filhos, sem expectativas, morrendo em vida.

A família Jamisson, por sua vez, era composta por George, o pai rico, rabugento, mandão, manipulador e tudo de ruim; Alicia, sua esposa, que casou por dinheiro e posição social e era a segunda esposa de George;  Robert, criatura um tanto tensa, quieta, filho de George com a primeira esposa; e, finalmente, Jay, filho de Alicia e George, bonito, sedutor e perdulário. Costumava jogar muito e perder fortunas. Todos moravam em Londres e tinham uma  propriedade em Edimburgo, Escócia.

A história começa com o aniversário de 21 anos de Jay, que seria comemorado em Edimburgo. Ele esperava receber algum bem importante nessa data, mas o pai lhe presenteia apenas com um cavalo, deixando claro que Robert herdaria toda sua fortuna. Claro, está presente na festa Lizzie Hallim, a quem todos esperavam que casasse com Robert. Acontece que Jay está flertando com Lizzie. Já viram, não? 🙂

Lizzie é voluntariosa, alegre, um espírito livre. Odeia as convenções, odeia que lhe digam que não pode fazer algo porque é mulher, odeia os assuntos femininos da época. Em Jay ela encontra um companheiro de aventuras ideal. Claro que se casam, desafiando os pais. Lizzie descobre o amor nos braços de Jay, também descobre a sexualidade.

Lizzie e Malachi se conhecem desde pequenos e voltam a se encontrar apenas quando Malachi descobre que existe uma lei que permite que os trabalhadores de minas sejam liberados do trabalho ao atingirem 21 anos. A lei era clara: após os 21 anos os mineiros poderiam ir embora, mas não se completassem mais um ano e um dia trabalhando na mineração. Os mais velhos, pela lei, seriam escravos eternamente, mas não os mais novos. Os dois se esbarraram na igreja da pequena aldeia em que viviam os mineradores, justamente no dia em que Malachi confrontou George Jamisson sobre seus direitos e de seus companheiros de trabalho.

Malachi quer ser livre e mostra para os mineradores que eles também o podem ser. George Jamisson promete que irá lhe colocar um colar de ferro se tentar fugir. E assim é feito. Malachi é castigado brutalmente. Lizzie presencia os horrores do castigo e não gosta do que vê.

Os destinos de Malachi e do casal Lizzie e Jay vão se cruzar muitas vezes durante a história, em lugares como Londres, na Grã-Bretanha, e Virgínia, nos Estados Unidos. Mil aventuras irão acontecer. Lizzie e Malachi salvarão um a vida do outro algumas vezes.

E não é só isso. Os personagens secundários não são tão secundários assim. :). Quem são os vilões? Quem vai fazer coisinhas más nesse livro? Quem ajuda quem e quem aparece na última hora para dar um jeito nas situações mais caóticas? Ah, pois é… 🙂

Eu gostei de voltar a ler algo sobre a vida nas colônias inglesas na América. Li um outro livro no passado, antes de ter o blog, que falava sobre o mesmo assunto e fiquei fascinada. Foi uma grata surpresa saber que os personagens cruzavam o oceano e vinham parar “nas bandas de cá”.

A escrita de Ken Follet é fácil, agradável, mas já li outras obras bem melhores do mesmo autor. Aliás, uma delas que pretendo reler é Queda de Gigantes e as outras duas que compõem a trilogia. Elas foram lançadas muito tempo depois uma da outra e acabei perdendo o sentido das histórias.

E vocês, já leram esse livro? O que acharam? Eu vou adorar saber.

Então, tá.

Beijos e me liguem!

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *