Causas para a infelicidade

Porque é tão difícil encontrar a felicidade? Porque ela virou tema de debates filosóficos intermináveis, alguns apostando que ela seja uma quimera? Porque as pessoas dizem que é tão difícil encontrá-la, apesar de acreditarem que ela é um sonho viável? Talvez eu não tenha a resposta correta, mas tenho algumas hipóteses. Em todos os meus anos de vida e com minha experiência profissional, consigo identificar alguns “fatores de infelicidade”, aqui não entendida como depressão clínica. Se você sente-se deprimida em um nível muito alto, procure uma ajuda psiquiátrica. Tomar remédio para depressão não é vergonhoso e vai te dar mais qualidade de vida. Pense nisso.

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O que pode estar, então, causando sua infelicidade?

1) Baixa autoestima: parece óbvio, mas na prática não é. Pessoas com baixa autoestima vivem essa dificuldade sem perceberem. Ligam-se a pessoas que as criticam constantemente e passam todo o tempo dizendo-lhes o quanto são ruins e não servem para nada. E elas acreditam! Pessoas com baixa autoestima não conseguem captar a ideia de que todos, absolutamente todos nós, somos seres humanos em construção. Temos nossos defeitos e nossas qualidades. Ninguém é de todo bom ou de todo mal. Todos possuímos dons e dificuldades. Gisele Bundchen é nossa Uber Model, no entanto não tem o mais perfeito dos narizes. E, viva a diferença! Ela simplesmente manda uma banana para os críticos de plantão, não liga para bobagens desse tipo. O que importa um nariz???? Ele compõe o rosto de Gisele de forma harmônica e, quem não achar…Bem, não podemos agradar a todos, nem devemos. Aliás, não devemos nada pensando em agradar alguém, a menos que esse alguém seja nós mesmos.

Para encontrar a felicidade é imprescindível que você goste muuuuito de você, que se aceite como você é. Não se trata de conformismo: você deve buscar melhorar sempre, não há dúvida. O que você não deve é acreditar que poderá prescindir de amor-próprio. Me desculpe, mas quem não se ama, não se cuida, não é capaz de amar e cuidar de outros. Se o mundo te vê desleixada, triste, com cara de poucos amigos, certamente não te escolherá para nada! Quando nós escolhemos uma pessoa que nos dê aulas de ginástica em casa (Personal Trainer), certamente não pegamos a pessoa que está fora de forma. Não escolhemos também uma cabelereira com o cabelo sujo, mal pintado.  Podem ser profissionais competentíssimos, mas desconfiamos da pessoa que não aplica em si mesma aquilo que prega. É ou não é? Para a felicidade te encontrar, deverá te enxergar! Se você se encolhe por vergonha, medo, sentimentos de que não é capaz, será assim que o mundo te tratará.

2) Não ter metas: pessoas que não tem metas, que deixam a vida se encarregar de achar um rumo, têm dificuldade em encontrar a felicidade. Você está em um estado de infelicidade, ou de vazio, vamos dizer. Pense a respeito disso. Não aguenta mais e acha que deve tomar uma iniciativa, sair desse lugar horroroso. Mas para onde você vai se não tem objetivos? Pessoas felizes acordam  pela manhã cheias de energia porque têm uma meta, um desejo que norteia suas vidas e que dá sentido às mesmas.

3) Basear as metas de vida na busca pelo dinheiro: dinheiro não traz felicidade, embora possa te ajudar a sofrer em Paris. Brincadeiras a parte, é isso mesmo que ocorrerá. Supondo que você tenha suas necessidades básicas atendidas, ter mais dinheiro ou menos dinheiro não faz diferença. É o que dizem os donos de grandes fortunas! Sim, dinheiro te traz conforto, bens que você almeja e…só! É bom ter tudo isso, claro. Ocorre que depois de um certo nível de capacidade de consumo, não faz diferença o quanto você ganha. Você quer uma jaqueta nova? O dinheiro te compra. Depois, na segunda ou terceira jaqueta você percebe que não é mais feliz por comprá-las. Não é papo furado meu não. Isso é dado científico. E isso me faz lembrar de uma história comovente, contada por uma pessoa muito bacana, anos atrás. Ele é médico e tem dois filhos. Quando seu primeiro casamento acabou, o Doutor Fritz (nome fictício e sem graça total, mas vá lá) se mudou para um apartamento muito menor do que tinha anteriormente, pois deixara sua casa para a ex-esposa. No apartamento novo tinha apenas sua cama, a dos filhos e três garfos na cozinha. Pensou durante dias que tinha que dar um jeito de comprar móveis, tornar o apartamento habitável, dar mais conforto aos filhos e a ele próprio, mas estava muito dolorido com a separação e ainda não conseguia dar esse passo. Seu filho, então com 8 anos de idade, disse-lhe um dia:”pai, não importam essas coisas que a gente não tem. Nós nunca fomos tão felizes juntos!” Era uma criança de oito anos…Percebeu o que muitos não percebem.

Na verdade, o que importa é a maneira como você busca o dinheiro. O que importa é a satisfação que você tem realizando suas tarefas, com ardor, com paixão. O que importa é o caminho, não o resultado final. Quando nos dedicamos a algo que gostamos realmente, o dinheiro vem.

4) Ficar preso aos erros do passado, ou pensando no futuro. É um erro clássico, que todos cometemos.Nos prendemos aos nossos enganos anteriores, aos nossos fracassos, medindo todas as situações novas por eles. Acreditamos que os erros irão se repetir. Ficamos em uma ruminação pouco produtiva. Ou, nos prendemos naquilo que ainda não aconteceu. Também ficamos, nesse caso, em ruminações pouco produtivas. Não adianta sofrer hoje em razão de alguma coisa que supostamente irá acontecer no futuro! Hoje, o que eu tenho é o problema x. É ele que tenho que resolver. É perda de energia (e energia que você desvia para fins não muito interessantes para você é o mesmo que falar de energia perdida). Conheço muita gente que põe o filho no inglês, no espanhol e na aula de informática aos 5 anos de idade, porque quando for adulto o mundo será exigente e ele deve estar preparado! Aos cinco anos com agenda de executivo???? Apenas eu estou vendo o exagero da situação ou vocês concordam comigo?

A lista não é exaustiva e sim exemplificativa. De certo existem outros motivos que tornam as pessoas infelizes. Em minha prática cotidiana, essas sãos as principais. O que você acha? Te vejo no próximo post!

Beijos e me liga!

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